terça-feira, 27 de novembro de 2012

AS AVES





AS AVES

 Afluem às margens, jogam     
como se a água lhes pertencesse,     
pousam no meio dos arbustos     
como se tivessem todo o tempo!

No entanto, sabem que as nuvens     
vão encher o céu; e que o norte     
irá enviar o vento frio que as     
há-de arrastar para sul, deixando     
atrás de si o silêncio     
nos campos. Mas pouco lhes importa     
isso, quando se juntam, e     
cantam a efemeridade do     
instante.


Nuno Júdice

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