domingo, 29 de julho de 2012

A Vida Real de um Pensamento




A Vida Real de um Pensamento

A vida real de um pensamento dura apenas até ele chegar ao limite das palavras: nesse ponto, ele lapidifica-se, morre, portanto, mas continua indestrutível, tal como os animais e as plantas fósseis dos tempos pré-históricos. Essa realidade momentânea da sua vida também pode ser comparada ao cristal, no instante da cristalização.
Pois, assim que o nosso pensamento encontra as palavras, ele já não é interno, nem está realmente no âmago da sua essência. Quando começa a existir para os outros, ele deixa de viver em nós, como o filho que se desliga da mãe ao iniciar a própria existência. Mas diz também o poeta:

Não me confundais com contradições!
Tão logo se fala, já se começa a errar.

Arthur Schopenhauer

2 comentários:

  1. Olá Florbela!...
    Depois de uma longa ausência venho dizer que voltei.
    Verifico que tenho perdido pensamentos e ideias de muito interesse que com tanto esmero publicas aqui no teu blogue.
    Espero continuar aqui com a frequência de antigamente.
    Parabéns!

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  2. Olá, Mário.
    Obrigada!
    Fico feliz em saber do seu regresso e também eu espero vê-lo por aqui com mais frequência.
    Abraço

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