quinta-feira, 1 de setembro de 2011

(IN)TOLERÂNCIA


(IN)TOLERÂNCIA



Há quem considere a tolerância como uma importante virtude, a caridade da inteligência, a paciência concentrada.
Para outros, tolerância é sinónimo de fraqueza, de dúvida e falta de fé.
Carlo Bini, escritor italiano, afirmou que “a sabedoria humana consiste em saber tolerar”, qualificando assim a tolerância como uma virtude admirável.
Mas Edmund Burke, escritor, orador e político irlandês, complicou, novamente, a sua definição ao dizer que “há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude”.
Se unirmos os pensamentos de Bini e Burke concluímos que todo aquele que actua com tolerância, quer seja no campo social, cultural, religioso, etc., age sabiamente, desde que estabelecidos os devidos limites.
A tolerância é benéfica por que abre caminhos, destrói barreiras e cria pontes de diálogo. Mas o mundo prefere ser permissivo aos malefícios da intolerância. É ela quem impera nas sociedades!
E porquê?
Por que a tolerância requer muita determinação, humildade, predisposição, tempo e talento. Ser tolerante é ser, em primeiro lugar, um bom ouvinte, é ser paciente, ter maturidade psicológica, ter conhecimentos culturais, sociais, históricos e firmes convicções.
Será a tolerância um exercício praticável apenas por super-dotados!
Claro que não!
A tolerância é uma virtude universal, deveria ser praticada por todos em benefício de todos, que requer um cuidado e uma vigilância especial.
Ser tolerante não é fácil mas tornar-se-á fácil se seguirmos à risca os seguintes mandamentos: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12:30-31).
Eles são a base de sustentação que nos permitirá exercer uma tolerância virtuosa!

Florbela Ribeiro

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