quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Mãe


A Mãe


A Mãe corre o dia pelo pão,

E guarda nos olhos o sal

Com que às vezes rega

a noite



A Mãe pesa uma agenda diária na mão

Onde se misturam os papéis

que representa

A Mãe fecha os olhos às vezes

Para encolher os medos e o

cansaço



Mas quando um abraço de olhos inocentes

Apaga a luz da luta do dia

A Mãe esquece os medos e o cansaço

E o sentido volta

envolto na ternura.



Ana Parreira - 2011

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