sexta-feira, 27 de maio de 2011

Adoro-Te Pai



Adoro-Te Pai


Recordo aquele dia, Mestre, quando caminhavas lentamente

Sobre os teus ombros o peso de uma cruz, que me pertencia

As dores e o fardo, dos meus pecados, suportaste por amor a mim



O Teu corpo visivelmente fatigado e ferido

sangrava pelas minhas transgressões,

o Teu olhar transparecia calmo com a serenidade

de quem ama sem limites,

ama sem restrições

e amará continuamente sem esperar compensações



Ao olhar a cruz, local horrendo de dor e tristeza,

onde em meu lugar padeceste,

e ver ali o sangue precioso que verteste

para lavar os meus pecados,

sinto-me tão pequena e tão frágil, Deus



Sei que não mereço tão grande amor

Nem o Teu olhar meigo e terno que inunda

as minhas manhãs de sol

Sei que não mereço a doçura sublime com a qual me despertas

Nem o extremoso carinho com o qual me adormeces

Eu não mereço Pai...



As minhas imperfeições tornam-me indigna

do tanto que graciosamente me tens dado

mas os Teus olhos vêem de forma diferente

em mim vêem alguém muito especial

uma contradição que expressa bem a Tua grandeza de amar



Na ausência de palavras perfeitas de agradecimento

que me deixem demonstrar o que sinto por Ti

silêncio o meu falar

deixo que o meu coração desabroche na tua presença

se deleite na Tua companhia

declarando que só Tu dás sentido ao meu viver



Adoro-Te Pai!

Miriam Resende

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