quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Não és onda para morrer no areal























Não és onda para morrer no areal

para a C.

Não és onda que venha
para morrer na praia

mesmo a voluta
de mármore marinho
ou quase vento azul
espalhando a espuma

não és onda para morrer no areal
és movimento do fundo
perpétuo de ti mesma

Não és uma onda de morrer
na metáfora de onda
ondulatório tempo do mar
nem onda feita pela pedra
que perturba esse silêncio
volumoso de espelho
e sal.

25/1/2010

J.T.Parreira

2 comentários:

  1. Obrigado Florbela pela adequada e belíssima imagem na qual colocou o meu simples poema. Também fez, a Florbela, poesia gráfica.
    J.

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  2. Também agradeço a publicação do poema.
    J.

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