segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Rua da Ausência


Rua da Ausência


Os olhares desprovidos
De afectos e compaixão
Vagueiam perdidos
Por entre a multidão.
A fragrância da vida
Passou a habitar
Na Rua da Ausência
Paralela á Travessa
Da Saudade, dentro
De um coração vazio.
Dizem as pedras
Vizinhas em surdina
Que o amor partiu
sem avisar, dizem
que ele se foi
para lado nenhum
E ninguém mais
O poderá achar
Mas não terão sido
Esses olhares perdidos
Que de tão endurecidos
O expulsaram daqui?

Florbela Ribeiro A. S.

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