sexta-feira, 10 de julho de 2009

Excertos



Nunca a aurora nos encontra

onde o poente nos deixou.


Mesmo quando a Terra dorme, nós viajamos.


Somos a semente de uma planta tenaz


e quando amadurecemos e atingimos


a nossa plenitude de coração

é que o vento se apodera de nós


e nos espalha!
(...)

Na verdade, todas as coisas se movem

dentro de nós num constante meio aperto,

as desejadas e as receadas, aquelas que nos repugnam


e aquelas que nos atraem, aquelas de que fugimos

e aquelas que procuramos.


Essas coisas movem-se dentro de nós como luzes e sombras,


como pares estritamente unidos.

E quando a sombra se desvanece e se dissipa,


a luz que se demora torna-se a sombra de outra luz.


E dessa forma, quando nossa a liberdade perde os seus entraves,

torna-se um entrave para uma liberdade maior!!!"

(Kahlil Gibran)

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