segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Efeitos da pior doença


Efeitos da pior doença.

Não quero tratar neste artigo da SIDA, do Cancro ou de outras enfermidades horríveis que ceifam diariamente milhares de vidas em todo o mundo.
Desejo referir-me a uma doença que nos contagiou a todos, em toda a parte.
Essa doença está fora de moda, e são relativamente poucos os que a mencionam: devia ser, porém, algo para nos fazer lamentar.
Já dizia o profeta Jeremias:
“De que se queixa pois o homem vivente? Queixa-se cada um dos seus pecados.” Lamentações 3:39
Essa doença espiritual chama-se pecado.
O diabo, a carne e o mundo tentam-nos, mas somos nós que pecamos.
O pecado não é uma pessoa visível, porém uma força maléfica arreigada dentro de nós.
O ser humano devia odiar o pecado, todavia ama-o: devia fugir dele, mas procura-o.

O pecado fez o homem estar em desacordo com Deus!
O pecado começou por ser uma revolta contra o Criador.
É o estabelecimento duma falsa independência, a substituição de uma vida para Deus por uma vida por si próprio.
Quando o primeiro homem pecou, deixou de ter prazer na presença de Deus.
Nessas circunstâncias, Deus torna-se indesejável para a criatura humana.
O homem que devia correr para Deus, como a criança corre para os braços do pai, mas em vez disso ele foge e esconde-se.
A Bíblia afirma que o pecado faz divisão entre o homem e Deus «Isaías 59:2».
Por isso mesmo não existe desejo de escutar a Palavra do Senhor, de ser crente ou de adorar o Criador.
Podemos resumir o pecado, essencialmente, ao afastamento de Deus.

O pecado causa guerra no interior do homem.
Adão sentiu medo ao pressentir a aproximação de Deus.
O homem principia por acusar-se a si mesmo; a vergonha e o abatimento vêm em seguida.
As promessas do pecado são bonitas, mas o pagamento é cruel.
Por causa do pecado a consciência fica paralisada, a vontade enfraquece e perde o seu poder.
Por isso mesmo – como escreve o apóstolo Paulo – fazemos o que não queremos.
O pecado é enganador, é destruidor.
Promete prazer e paga com sofrimento: promete vida e paga com a morte: promete recompensa e paga com pobreza.
Pecar é fazer o que Deus não quer, é desejar conhecer o que Ele abomina, é amar o que Ele não ama.
A Escritura Sagrada mostra a luta e o desespero das pessoas que pecam contra a luz e a verdade.
O suicídio de Saul assim como o de Judas Iscariotes são provas evidentes.
O pecado é um veneno açucarado, o qual tanto arranha como apunhala o próprio pecador.
Não admira que quem ame e viva em pecado receie a morte e o juízo final.

O pecado provoca conflitos familiares.
Bem cedo os conflitos familiares apareceram.
Após a queda, Caim ficou possuído dum ódio infernal contra o seu irmão Abel, e não descansou enquanto não lhe tirou a vida.
Cedo a terra bebeu o sangue de um homem.
O pecado não deixa o ser humano ser pacífico, tolerante, respeitador nem perdoador.
O luto bem cedo surgiu, e o primeiro casal experimentou essa dor de perder um filho assassinado e ter de suportar a presença do criminoso.
Numerosas famílias permanecem actualmente divididas.
Os seus membros são inimigos uns dos outros por causa do egoísmo, da vingança, do ressentimento e da infidelidade.
Conheço famílias que só tiveram paz e harmonia quando se converteram ao Evangelho e deixaram Deus e a Sua Palavra governarem as suas vidas.

O pecado é causador da perturbação social.
No livro de Gênesis 4:23 está escrito que Lameque ameaçou de morte todo o varão que o prejudicasse.
Podemos dizer que o mundo está cheio de “Lameques”, os quais não conhecem outra linguagem a não ser a da ameaça e da violência.
Salomão diria mais tarde que o pecado é a vergonha ou opróbrio dos povos Provérbios 14:34.
O pecado transtornou o mundo belo criado por Deus, tornando-o irreconhecível.
O mundo ficou repleto de violência, de crimes, de guerras e conflitos de toda a espécie.
Temos de concordar que este não é o mundo criado por Deus.
Foi o pecado que, dominando o homem, converteu o mundo numa selva.
Muitos não suportam as ideias políticas e religiosas dos outros, e até por razões étnicas e raciais envolvem-se em violência.
Os instintos naturais alteraram-se de modo que o homem busca outro homem para coabitarem e a mulher procura outra mulher, em contradição aberta ao plano do Criador.
O respeito e a consideração estão a ser banidos do mundo.
As notícias recebidas diariamente confirmam que vivemos num mundo louco e corrupto.
As pessoas tornam-se perigosas porque perderam o controle de Deus.

O pecado conduz o homem a uma terrível eternidade.
A Bíblia declara: O salário do pecado é a morte – Romanos 6:23.
As piores consequências não são as presentes, mas as eternas.
O inferno, que Deus preparou para o diabo e os demónios, será o lugar do homem que morre nos seus pecados.
O inferno é a prisão eterna para os transgressores das leis de Deus.
Se o Criador expulsou Adão do Paraíso por um só pecado, não deixará entrar nos Céus os que conservam os seus pecados nas suas vidas, a menos que apelem para a expiação feita por Jesus Cristo na cruz do Calvário.
Para cada pecado, satanás providencia uma desculpa; Deus contudo providenciou a Expiação no Gólgota.
O maior pecado do homem é o facto de ele não reconhecer o seu próprio pecado.
O pecado traz momentos de prazer, mas simultaneamente uma eternidade de remorso e sofrimento.
Tão cedo como a noite sucedo ao dia, e o Inverno ao Verão, assim a condenação seguirá a uma vida de pecado.

Como vencer o pecado?
Para vencermos o pecado necessitamos de:
1º Deixar o Espírito Santo convencer-nos do nosso estado espiritual, diante de Deus, como pecadores perdidos.
Ele veio para convencer o homem do seu verdadeiro estado, João 16:8.
2º Temos de crer em Jesus Cristo como único Ser, enviado pelo Pai, que perdoa os pecados.
Só Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, João 1:29.
Deus não se esqueceu do pecador, mas está pronto a esquecer o pecado confessado e abandonado, Provérbios 28:13.
Todas as vezes que o ser humano se dispões a confessar verdadeiramente os seus pecados, Jesus está pronto a cobri-los com o Seu sangue.
Lemos na Bíblia que Jesus Cristo manifestou-se para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo, Hebreus 9:26.
O indivíduo salvo não passa a viver sem pecado, mas sim a viver vitoriosamente.
O pecado poderá entrar de surpresa na nossa casa, todavia não fica como hóspede; é destronado pela fé no sangue de Jesus.
A maioria das pessoas vive a confessar os pecados dos vizinhos e dos outros. O importante contudo, é que cada um confesse o seu próprio pecado.
O Senhor Jesus provou a amargura do pecado e da morte a fim de nós podermos provar a doçura da Sua vida e do Seu amor. Cristo não nos liberta apenas da culpa do pecado, mas também da inclinação para o pecado.
Ele concede-nos, ainda pela Sua Palavra e pelo Espírito Santo, a força para realizarmos a Sua vontade.
Não vacile, caro leitor, se os seus pecados forem tão numerosos para serem perdoados ou a sua enfermidade for tão grave para ser curada, Jesus é o Advogado que nunca perdeu uma causa, e um Médico que jamais perdeu um paciente.
Se o homem recusar aceitar a salvação, fica então abandonado à sua louca escolha e a condenação que tal decisão implica.
Por mais que ele procure esconder o pecado, jamais o conseguirá.
Só o arrependimento pessoal e o perdão divino conseguirão eliminar o pecado.
Hoje, agora, deverá ser aproveitado por todos para se buscar e viver no perdão de Deus.

Pastor Manuel da Silva Moutinho
Abril 1993

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