terça-feira, 16 de outubro de 2007

Boletim meteorológico espiritual


Boletim meteorológico espiritual.

Quem não sabe o que é o «boletim meteorológico»?
Mesmo quem ignora o significado dessas palavras, sabe no entanto referirem-se às notícias acerca do tempo que fará durante as próximas horas ou dias.
Há pessoas que podem não ouvir outra coisa na rádio ou televisão, mas pelo menos a informação do estado do tempo não perdem.
Só depois desligam o aparelho…
Talvez seja um agricultor pretendendo saber se pode semear ou ceifar, ou alguém em vésperas de encetar uma viagem.
Claro que semelhantes boletins podem falhar, como tantas vezes sucede.
Os homens e as máquinas são falíveis, mesmo tão aperfeiçoados como se encontram na actualidade.
Mas é Deus quem manda as chuvas e muda os tempos sem consultar as máquinas.
No entanto estamos gratos por esses meios que a ciência e a tecnologia têm posto à nossa disposição, os quais beneficiam sem dúvida o homem.

Quero porém falar de um boletim meteorológico diferente, um boletim que não anuncia sol ou chuva, mas os tempos que brevemente surgirão.
Cristo deixou-nos esse «boletim» através das Suas palavras, quando os Seus discípulos Lhe perguntaram acerca do tempo em que ocorreriam essas coisas concernentes à vinda de Jesus e ao fim do mundo.
O Senhor não revelou a data, pois tal conhecimento não nos beneficiaria.
Esse é uma das coisas encobertas que só ao Criador diz respeito. (Deuteronômio 29:29)
Perder-se-iam, com certeza, inúmeras pessoas se o dia do advento de Jesus fosse revelado. Haveria descuido total por parte dos cristãos. «Ainda falta muito tempo», desculpar-se-iam muitos.
O descuido na santificação das vidas seria geral.
E Jesus deseja que vivamos todos os dias na expectativa, como o servo que aguarda o seu senhor em vigia constante, pois não sabe quando o mesmo chega (Lucas 12:36).
Os discípulos de Jesus fizeram bem em interroga-Lo concernente aos eventos futuros, pois é a Ele que devemos fazer semelhante pergunta e não aos espíritos dos defuntos ou aos feiticeiros (Isaías 8:19 e 20; 45:11).
Isso revela que eles acreditavam na divindade de Cristo.
Em resposta, o Salvador deu-nos o «boletim meteorológico espiritual», prevendo acontecimentos que seriam uma evidência da Sua própria vinda à Terra.
Ora esses sinais estão a acontecer numa sucessão tão rápida e visível que sentimos estar iminente a segunda vinda de Cristo para levar a Sua Igreja, como sucedeu com a transladação de Enoch antes do Dilúvio.
Jesus Cristo aludiu aos tempos de Noé, afirmando que da mesma se acharia aproximando o fim. Não obstante uma cultura diferente, uma ciência e tecnologia que nem por sombras se pode comparar à de então. Haverá no entanto uma semelhança visível entre o modo de ser e viver daquelas recuadas eras e o que o caracterizará os tempos finais.
O Senhor não se limitou a dizer que seriam iguais, asseverando «em que» seriam iguais.
O leitor pode duvidar ou até não crer no boletim meteorológico de Jesus, mas o caso é que a sua Palavra não passará.
E mesmo os que não acreditam nela estão a mover-se de forma a tornar verídica a Escritura Sagrada.

Dias de violência

Lemos na Bíblia (Génesis 6:13) que Deus disse a Noé: «O fim de toda a carne é vindo perante a minha face, porque a terra está cheia de violência».
Eis o primeiro sinal dos nossos dias. A violência principiou cedo quando Caim assassinou o seu irmão Abel, e logo mais um dos seus descendentes mata outro por havê-lo ferido e um mancebo por pisa-lo, (Génesis 4:23).
A partir daí a violência cresceu até inundar a Terra.
Tudo era vingança, sangue derramado, crime.
A vida humana perdeu valor, e matar era normalíssimo.
Eis chegados a nós, dias idênticos, e o «boletim» a cumprir-se.
Lendo os jornais e ouvindo o noticiário notamos que a violência domina o mundo, desde indivíduos a nações que escravizam e violentam.
Por causa do desporto, da música, da política, etc, matam-se uns aos outros.
As autoridades não têm mãos a medir, pois os homens do crime estão muitas vezes mais bem armados do que a própria polícia.
Um dos negócios mais chorudos é o que se relaciona com a segurança das pessoas e bens.
Os anúncios de venda de armas, fechaduras com segredo e invioláveis, alarmes, etc, são vendidos aos milhares como prova de que vivemos tempos de violência.
Os filmes que as crianças mais gostam de ver são os que tratam de guerra, assaltos e pancadaria.
O nativo na sua palhota dorme mais sossegado mesmo com o leão bem perto, que habitantes das grandes cidades.
Crimes de morte são praticados na praça pública ante os olhos incrédulos dos transeuntes.
Bombas matam e destroem os bens essenciais a todos nós.
Isto é uma evidência de que o «boletim de Jesus é verdadeiro».


Dias de imoralidade


Jesus recorda, em Mateus 24:38, que nos dias de Noé as pessoas viviam alheias à Palavras de Deus, preocupando-se apenas com coisas materiais, como casar e dar-se em casamento.
A leviandade era total nesse campo. Entregavam-se à mais baixa imoralidade.
Os princípios que orientavam o casamento foram considerados obsoletos, antiquados.
O amor livre praticava-se já nesses dias embora com outro nome.
Veja-se como até as crianças são exploradas pela literatura pornográfica. Seres humanos têm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo e até com animais!
As revistas mais vendidas e que dão lucros fabulosos são as que publicam notícias e fotografias de pessoas nuas.
O aborto legalizado é o assunto dos meios de comunicação social.
Relações sexuais antes do casamento são mantidas e até defendidas.
O nudismo, que se iniciou na Alemanha apenas em recintos fechados, é hoje praticado às claras e ganha adeptos em todas as classes sociais.
Semelhante nudismo é podridão total.
De facto, os olhos do ser humano estão cheios de adultério como escreve o apóstolo Pedro, (II Pedro2:14).


Dias de glutonaria

Antes do Dilúvio, o povo vivia praticamente para comer e beber, como disse Jesus, (Mateus 24:38).
Claro que não é pecado comer ou beber, pois trata-se de uma necessidade fisiológica de todos os mortais para se poderem manter vivos.
Uma certa forma de comer e beber, contudo, é glutonaria e embriaguês; é uma total entrega ao prazer de comer e beber.
Assim o deus-ventre vai ganhando devotos, (Filipenses 3:19).
Já acabou o tempo de se passar fome até estar paga a dívida feita em período de desgraça ou compra de algo indispensável.
Agora come-se e bebe-se primeiro.
Quem mais sofre hoje é o que tem devedores e não o que deve.
Países há onde se come demais, sendo depois necessário praticar ginástica para emagrecer, enquanto noutros morre-se de fome.
Jesus classifica de louco o que diz para si mesmo: «Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga» (Lucas 12:19).
«Comamos e bebamos que amanhã morreremos» é a filosofia inspirada no Inferno.
A fome de Deus e de salvação não existe.
Isso é mais uma prova de que «o boletim de Jesus nos avisa que estamos no fim».


Dias de ruína familiar


Escreveu S. Paulo: «Sabe porém isto: que nos últimos dias (…) haverá homens amantes de si mesmos (…) desobedientes a pais e mães…» (II Timóteo 3:1,2).
O salmista diz que os fundamentos se transtornam, Salmos 11:3; isto é uma realidade nas famílias.
A delinquência juvenil deixou de ser problema num país em particular para se tornar flagelo mundial.
Professores chegam a ir às aulas armados para se defenderem de ataques dos alunos.
A rebelião é aberta. Satanás, que se revoltou contra Deus, instiga a rebelião contra as autoridades.
Os lares perderam o calor, o ambiente familiar, e os serões ao lume (na lareira) são substituídos pelos clubes nocturnos, etc.
O pai para um lado, a mãe para outro e os filhos por sua vez, fazem o mesmo.
O boletim do senhor está certíssimo, e diz-nos que temos pouco tempo à nossa frente.


Tempo de coisas espantosas


A expressão usada pelo profeta Jeremias no seu livro (5:30) é também a que emprego no término deste artigo.
É isso que está patente aos nossos olhos.
Quanto poderia descrever acerca dessas coisas espantosas que apontam para o fim!
O leitor sabia haver pessoas que se reúnem para adorar literalmente o Diabo, invocando-o, exaltando-o, dirigindo-lhe petições como nós fazemos a Deus?
Sim, vivemos dias de autêntico satanismo.
O ateísmo está na moda. Zombar de Deus é o divertimento de muitas pessoas e até de nações.
A ciência é outra coisa espantosa e também um sinal do fim, como disse Daniel (12:4).
A ciência atingiu quase o impossível.
Infelizmente não podemos dar o nosso apoio a todas as suas invenções. Muitas invenções não favorecem o homem, mas aniquilam-no.

Tempo da Graça de Deus

Paralelamente à depravação do homem, manifesta-se a Graça de Deus.
Foi-nos prometido: «Nos últimos dias derramarei do Meu Espírito sobre toda a carne».
Isto é uma realidade.
Tal como nos dias de Noé, ao lado da violência, imoralidade e glutonaria havia um pregador anunciando e apontando para o único lugar de salvação: a Arca.
Milhares, actualmente, cansados da vida sem Deus e sem esperança, estão a nascer de novo, a crer em Deus, a ler a Bíblia, a tornar-se membros da Igreja.
As pessoas ouvem, pelo boletim noticioso, que virá tempestade, tomam naturalmente as necessárias precauções, e nem para outra coisa o tal boletim é dado.
Há também quem duvide e ria.
Pois bem, o Senhor Jesus deixou-nos o Seu aviso.
Agora depende do leitor as diligências a tomar para sua salvação.
Invoque o nome de Jesus.
Nas mãos Dele reside a sua segurança.
Viva liberto da corrupção deste mundo e depois será salvo da ira que se avizinha.
Arrependa-se agora!

Pastor Manuel S. Moutinho
Novembro 1980


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