sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Promessa Divina para o ano inteiro


Promessa divina para o ano inteiro



“…os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano” (Deuteronômio 11:12).



Quando chega o fim do ano, costumamos recordar o que aconteceu nesses 365 dias findos.

Também nos interrogamos: que nos trará o ano que se avizinha?

É habitual, nessa altura, a Imprensa fazer eco das previsões de certas pessoas famosas quanto ao futuro.

Nós cristãos, não recorremos a esse tipo de revelações, pois sabemos que tudo está sob a mão divina.

Sabemos também que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus.

Biblicamente estamos instruídos a não esperar dias melhores, porque a corrupção não vai cessar, antes irá de mal a pior.

A Bíblia Sagrada revela que os tempos finais serão trabalhosos e coisas espantosas suceder-se-ão em catadupa.

Mas a promessa que temos da parte de Deus é esta: os olhos do Senhor estarão sobre nós desde o princípio até ao fim do ano, isto é, desde o dia primeiro de Janeiro até ao último dia de Dezembro.

E cremos nesta verdade.

Tal promessa, porém, está ligada a deveres.

Analisando o contexto do versículo em epígrafe, verificamos que quem deseja reivindicar semelhante promessa terá de preencher as exigências contidas na promessa e relacionadas com a mesma.

Vejamos a quem se destina a promessa de Deus em apreço.



1 – Aos que amam o Senhor!

O capítulo 11 de Deuteronômio principia assim:”Amarás pois ao Senhor teu Deus”.

O Criador aqui não esta a exigir mais cultos, mais fervor; está a pedir amor.

Quem deseja a promessa necessita estar certo que no seu coração não existe apenas fé em Deus, mas amor a Deus.

Noutra altura o salmista confirma isso dizendo da parte do Senhor: “Por que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei…” (Salmo 91:14).

Carecemos todos de dizer, como se declara noutro salmo. “Amo ao Senhor, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica” (Salmo 116:1).

O Senhor Jesus Cristo, na restauração de Pedro, exige que ele confirme o seu amor: “Simão…, amas-me?”.

E o apóstolo Simão Pedro deu como resposta: “Sim, Senhor; tu sabes que te amo” (João 21:16).

O amor a Deus, por parte de muitos crentes, está em crise; está a descer de qualidade.

A perda do primeiro amor exige arrependimento (Apocalipse 2:4).

No tempo da Lei Mosaica, o amor a Deus era um mandamento; no tempo da Graça, amar a Deus é uma dívida: “Nós o amamos a ele {a Deus} porque ele nos amou primeiro” (I João 4:19).

Precisamos sentir e viver esta realidade e viver esta realidade: amar a Deus.



2 – Aos que obedecem à Palavra de Deus.

O texto em análise diz: “Guardarás a sua observância e os seus estatutos” (Deuteronômio 11:1).

Obediência é sujeição, é submissão à doutrina bíblica.

É a preocupação em saber o que Deus requer e, em seguida dirigir o nosso comportamento e a nossa vida na base do ensino.

Cristo afirmou que o amor a Deus é provado na obediência: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra (…). Quem me não ama não guarda as minhas palavras” (João 14:23-24).

O salmista transmite um clamor de Deus: “Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca”. (Salmo 78:1).

Para se ter direito à promessa divina, não basta possuir conhecimento teórico das Escrituras Sagradas.

Jesus disse “Vós sereis meus amigos, se fizeres o que eu vos mando” (João 15:14). Asseverou mais: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei…” (Apocalipse 3:10).



3- Aos que respeitam toda a Palavra Divina.

Em Deuteronômio 11:8 lê-se ainda: “Guardai, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno”.

Está a ser prática o estudo bíblico com escolha daquilo que se deve obedecer.

É o homem a decidir por si mesmo o que lhe agrada ou não.

O que não agrada está à partida rejeitado…

Elimina-se ou invalida-se tudo quanto mexer com o nosso ídolo.

Na Bíblia está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4).

É a Escritura Sagrada que ensina o caminho da salvação, da vivência cristã, da santificação, de tudo quanto é lícito e edifica.

Os cristãos não devem imitar o profeta Jonas sobre o risco de sofrer as consequências. Jonas aceitava pregar onde Deus mandasse, excepto Nínive.

Ele teimou em contrariar as ordens do Senhor.

Assim são certos crentes, os quais dizem:”Obedeço a tudo menos a isto ou aquilo”.

Trata-se de um crente teimosos que não pode exigir o cumprimento da promessa divina.

O ensino bíblico é que os olhos do Senhor estarão sobre todos esses no ano inteiro.

Deus promete seguir-nos atentamente com os Seus olhos.

Ele vê-nos com via a Job, um homem sincero, recto e temente a Deus, e que se desviava do mal.

Ele vê-nos quando estamos doentes como Lázaro.

Ele vê-nos na cova, rodeado de leões, como viu a Daniel.

Ele vê-nos debaixo ou em cima da figueira, como viu Natanael ou Zaqueu.

Ele vê-nos a fazer o bem e a tratar com honra os Seus enviados, tal como viu esse gesto de Raab, na cidade de Jericó.

Ele vê, também, a exploração de que somos alvo, como viu Jacob ser explorado pelo sogro oportunista (Génesis 31:12).

Se queremos as promessas divinas os 365 dias do ano que agora se inicia, sejamos cuidadosos na fidelidade à Palavra de Deus ou às condições que temos tratado anteriormente.

Finalizo com o texto bíblico: “ Porque quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele…”(II Crónicas 16:9).

Preenchamos essas qualidades, e as promessas serão nossas.

Podemos confiar plenamente que os olhos de Deus estarão connosco a partir da meia-noite inicial até à meia-noite final.



(Pastor M. Moutinho / Janeiro 1996)

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