sexta-feira, 28 de setembro de 2007

É proibido pescar


É proibido pescar


Como se sabe o mar está dividido em áreas que se destinam a reservar a cada país uma zona para uso exclusivo dos respectivos pescadores.

Essa medida é acordada em reuniões internacionais.

Por esse motivo, os barcos estrangeiros que forem encontrados sem licença, a pescar nesse espaço, são aprisionados, sujeitos a julgamento e a pesadas multas.

Não obstante tais leis conhecidas e aceitas mundialmente, estamos de vez em quando a ouvir falar de transgressões a essas leis.

Claro que não pretendo escrever acerca de assuntos marítimos e piscatórios, mas valer-me desse exemplo para transmitir um recado que considero necessário para descanso espiritual do amigo.

De início reproduzo o texto bíblico de Miquéias 7:19, o qual diz que o Senhor “subjugará as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”.

É sobejamente conhecido haver lugares profundíssimos, no mar, onde o homem não consegue chegar mesmo com os meios técnicos aperfeiçoadíssimos de que dispõe.

Deus emprega essa figura para que as pessoas a quem perdoa os pecados encontrem descanso absoluto quanto a essas fraquezas.

Não é um adiamento que o Criador dá, ao homem, de um castigo que acabará por vir mais tarde, mas um perdão total e completo. Aleluia!

Pecado que Deus perdoa é assunto resolvido de uma vez para sempre, necessitando apenas de preocupar-se com as fraquezas de cada dia.

O homem jamais responderá por iniquidade que confessou ao Senhor, e que abandonou, recebendo a Sua misericórdia (Provérbios 28:13).

Que consolo tem esta mensagem para o pecador que sente angustia pelas suas fraquezas!

O Senhor não manda um ministro cristão nem um anjo lançar esses pecados nas profundezas do mar, podendo reter alguns. Semelhante tarefa pertence a Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Naturalmente o amigo já compreendeu tratar-se de uma mensagem figurativa, comparativa e não literal.

Mas tal como seria impossível ir buscar esses pecados a um abismo sem fundo, o homem salvo jamais se defrontará com os seus erros, pois “agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1).

É como se Deus dissesse: “Estas profundezas são as Minhas águas. São área onde outros não podem pescar”.

Ele colocou nesse lugar o aviso: “É PROIBIDO PESCAR!”

Quem o tentar está sujeito ao julgamento.

Infelizmente procura-se fazer flutuar o que Deus lançou no fundo.

Teimosos mergulhadores, com submarinos oferecidos por forças diabólicas, esforçam-se por trazer à superfície pecados de outras pessoas ou mesmo seus.

Por esse facto lágrimas de angústia tornam-se frequentes.

Claro que esses mergulhadores só conseguem trazer semelhantes faltas aos olhos humanos, pois Deus prometeu nunca mais lembrar-se delas (Isaías 43:25 / 44:22).

Satanás esforça-se por pescar nesse mar profundo.

O arqui-inimigo das nossas almas conhece as proibições de Deus, porém não as respeita.

Se ele encontra fraqueza no presente para acusar o homem, aproveita-se de imediato; caso contrário mergulha para nos afligir com o passado.

Conta-se que satanás se apresentou em visão, Martinho Lutero, quando este estava próximo da morte, mostrando-lhe uma longa e triste lista de pecados que cometera desde a infância.

Seu alvo era desmoraliza-lo e roubar-lhe a esperança de partir para junto de Deus.

Respondeu o reformador alemão: “Isso é tudo verdade, mas o sangue de Jesus Cristo me purifica de todo o pecado”. Diante de tal firmeza o inimigo desapareceu.

No livro bíblico de Zacarias (cap.3), o mesmo adversário acusa Josué, porém ficou envergonhado quando Deus o repreendeu, e perante os seus olhos trajou o Seu servo Josué de vestidos limpos, símbolo de purificação e perdão.

O único pecado que deve afligir o crente é aquele que não foi confessado ao Senhor Jesus.

Ouvi a história de um criado duma casa rica que obrigava o filho do patrão a executar as tarefas pesadas e sujas. Isto porque ele vira o rapazinho matar, por brincadeira, um pato de muita estimação, e prometera encobri-lo.

Para não ser descoberto, a criança tornara-se praticamente escrava do criado.

Cansado de tanto servir, resolveu ir ter com o seu pai, a quem confessou que matara o pato. Recebeu perdão completo e o conselho para não voltar a mentir.

No dia seguinte o criado mandou o rapazinho cortar lenha, e como este recusasse foi raivosamente acusá-lo ao pai.

Ouviu como resposta: “Ele já me confessou e eu perdoei-lhe”.

Retirou-se envergonhado e vencido.

Perdera um escravo.

Amigo, deixe de ser escravo do seu pecado. Imite o rapazinho da história.

Qualquer que seja o seu pecado liberte-se do jugo de satanás!

Pessoas tentar pescar nesse mar.

Há quem possua o vício de viver no lixo, como os cães vadios, à procura de algo para prejudicar a vida do semelhante.

Fazem-no movidos de inveja, ressentimento ou vingança.

Coisas muito velhas andam às vezes de boca em boca como se fossem praticadas na véspera.

Por isso encontram-se pessoas envergonhadas e tristes, e difíceis de serem recuperadas. Deus tratará de tais prevaricadores.

O transgressor pesca nesse mar.

Muitas vezes é o próprio prevaricador que sofre porque recusa esquecer as suas faltas. Passa os dias entregue à recordação de pecados antigos.

Mas se satanás está interessado nisso para nos fazer sofrer, e que outros pratiquem esquecidos de que seus erros (que não sendo propriamente iguais podem ser bem piores e condenáveis), ainda se toleram, mas que seja o próprio a cometer essa loucura contra si mesmo é inadmissível.

Os filhos do patriarca Jacob viveram anos de angústia porque duvidaram do perdão de José, seu irmão.

Admitiram que o perdão dele era fictício, e logo que o pai morresse seriam chamados a contas.

Afinal isso nunca estivera nos planos de José, que perdoara e esquecera.

Esqueça os pecados da sua mocidade.

Volte-se para Deus, pois Ele perdoa e esquece. S. Paulo passaria a vida triste se estivesse a recordar o que praticara conta Jesus e os crentes.

O Apóstolo, todavia, escreve na sua epístola aos Coríntios:”As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.

Deixe, os seus pecados confessados e abandonados nas profundezas onde Deus os lançou, e não traga à superfície nem tema aqueles que o fazem.

Creia no perdão de Deus!

(Pastor M. Moutinho /Agosto 1979)

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