sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Padroeiros dos falsos cultos

Padroeiros dos falsos cultos



Quem vive num país onde a religião católica romana é maioritária, com certeza já ouviu falar em padroeiros, e se calhar até deposita fé nalguns deles.

Para os que não sabem, padroeiro é um protector, patrono ou defensor.

Por isso cada aldeia, cidade ou vila tem o seu.

Mas o uso de padroeiros está tão vulgarizado que até os caçadores, automobilistas, pescadores, etc., os têm.

Finalmente existe o padroeiro ou padroeiro-mor, que dizem proteger o país inteiro.

Os países com tantos padroeiros deviam ser autênticos paraísos, mas infelizmente acontece o oposto.

Os cristãos evangélicos possuem um só Padroeiro, a quem confiam as suas vidas e prestam adoração; esse é Jesus Cristo, único Senhor, Salvador e Mediador. Cristo é tudo em todos (Colossenses 3:11).

Jesus, em conversa com a mulher samaritana, falou dos verdadeiros adoradores, o que pressupõe a existência de falsos adoradores, e, evidentemente, de falsos cultos e religiões.

É nos capítulos iniciais da Escritura Sagrada que lemos acerca da espécie de cultos e de adoradores, e do que Deus aceita e abomina.

Segundo a Bíblia, o culto aceite pelo Criador é o de Abel o rejeitado de Caim, o qual se tornou padroeiro da falsa religião e dos falsos cultos.

Não se pode dizer que Caim fosse ateu, definição que alguns hoje dão de si mesmos com certo orgulho.

Consideram o ateísmo algo de superior, e a religião como refúgio próprio de gente atrasada.

Até nas altas esferas sociais e governativas de determinadas nações a ideologia ateísta é propagandeada, preparando o terreno ao Governador mundial que breve tomará as rédeas do mundo e se levantará contra tudo o que se chama Deus (II Tessalonicenses 2:4).

É a falta de investigação sincera que provoca o ateísmo.

Muitos escudam-se no facto de não terem visto Deus, no entanto acreditam em inúmeras coisas que não vêem.

Os ateus são-no porque desprezam as três fontes básicas da instrução: a natureza, a consciência e a Bíblia.

Quanto a Caim, verificamos ser ele crente em Deus.

Edificou um altar e quis adorar o Criador.

Não era politeísta, isto é, não adorava a vários deuses, mas sim a Deus.

As boas intenções, porém não bastam, pretendendo cultuar a Deus à sua maneira. Caim construiu um altar bonito e encheu-o de frutos e flores, resultado do seu trabalho, já que se dedicava à lavoura.

Para o Senhor não passava de um altar de vaidade, orgulho e presunção.

Lemos em I João 3:12 que Caim era do maligno, inspirando este a sua oferta. Quando satanás não consegue impedir o verdadeiro culto pelo ateísmo, inspira os homens a praticar cultos abomináveis e condenados por Deus.

O culto de Abel agradou ao Criador.

Será que Deus nutria por ele uma certa preferência?

Será que Deus faz distinção de pessoas?

Não, mil vezes não!

Adão e Eva instruíram ambos os filhos segundo o ensino e a revelação divina.

Todavia, só Abel sacrificou em obediência, abrigado espiritualmente no sangue de um cordeiro imolado.

Aproximou-se do Eterno, consciente do seu pecado, mas arrependido e apoiado no sangue de uma vítima, e não nas suas obras meritórias, uma vez que sem derramamento de sangue não há remissão de pecado!

São milhões os que seguem o caminho de Caim, mas ai deles, lê-se nas Escrituras Sagradas (Judas 11).

Deus ao recusar o culto caimita recusou indubitavelmente o seu autor, e rejeitará a todos os adoradores semelhantes. O estimado amigo deverá examinar as Escrituras e comparar o seu culto com o praticado por Cristo e Seus Apóstolos. Nada consta na Bíblia sobre algum culto realizado por Jesus, Pedro ou Paulo com imagens de escultura, oração pelos defuntos, confissão auricular, penitência, sacrifícios físicos, altares de santos, procissões, água benta, velas a arder, etc., porque então seria isso sim um culto precisamente igual ao de Caim!

Atentemos no caso de Aarão, o qual esculpiu uma imagem e disse ao povo de Israel para se reunir à volta dela a fim de celebrar a festa do Senhor (Êxodo 32:5).

E o povo assim fez, julgando tratar-se de uma festa ao Senhor. Adoraram e festejaram a imagem de escultura, e só descobriram que estavam a praticar um culto falso e abominável – tal como o de Caim – quando Moisés desceu do monte e irado como culto espúrio, partiu as tábuas da Lei.

Como consequência, três mil pessoas morreram, e, no entanto, o seu objectivo era adorar ao Senhor.

S. Paulo diz que semelhantes sacrifícios são feitos aos demónios e não a Deus (I Coríntios 10:20).

A religião errónea e os cultos espúrios influenciam o carácter dos seus praticantes, conforme lemos de Caim: o amor ao irmão desapareceu e entrou nele um espírito de ódio; a seguir discute com o mesmo e mata-o.

São assim também os aderentes dos falsos cultos. O seu ódio contra os que seguem a Verdade – Jesus Cristo – está bem presente quando rasgam as Bíblias dos crentes e os apelidam com nomes impróprios.

Isto ainda acontece no nosso tempo, visto o falso culto existir e tornar as pessoas cruéis.

Quando Deus perguntou “Onde está o teu irmão Abel?” a resposta de Caim foi “Não sei” (Génesis 4:9).

A falsa religião leva os seus praticantes à mentira. Os homens tentam enganar até o próprio Deus!

Muita gente considera um pecado leve ou simples prática social, porém a mesma é do diabo, pois ele é mentirosos e pai da mentira (João 8:44).

Vivemos num país religioso, mas que verdadeiramente não é cristão.

O evangelho praticado gera homens de verdade, porém o falso culto gerou um mundo de mentirosos.

A insensibilidade dos que se dizem religiosos está patente até na indiferença pelos seus amigos.

Gastam nas tabernas, nos vícios e na prostituição o dinheiro que faz falta em casa para alimentar e agasalhar os filhos.

Não se importam se o filho morre de frio, fome ou com falta de assistência médica: o que interessa é satisfazer os vícios e paixões carnais.

O ataque que o ateísmo lança conta a fé cristã baseia-se nesses factos.

Afirmam que a religião visa explorar os pobres infelizes.

No entanto, os que praticam o culto da ideologia e da política são iguais.

Veja-se os milhares de mortos que o partido opositor faz quando consegue uma revolução!

Casos há em que nem as próprias crianças escapam!

Tais atitudes sanguinárias partem de pessoas imbuídas de ódio, sedentas de sangue, insensíveis à dor alheia e respirando vingança por todos os poros.

Os que seguem todavia, o verdadeiro Deus e praticam o verdadeiro culto são diferentes, pois o Evangelho inspira amor, perdão, paciência, solidariedade e tolerância!

Não estará o amigo a prestar um falso culto a Deus?

Não esqueça que todo o culto efectuado fora dos parâmetros bíblicos é espúrio, embora se proclame o nome de Deus.

A pomba e o ritualismo poderá encher os olhos dos espectadores, mas é desagradável aos olhos do Criador.

Nenhuma religião conduz ao Céu; nenhuma religião liberta o homem dos seus pecados.

O caminho para Deus é Jesus, único Salvador e Padroeiro.

O culto que o Senhor aceita é praticado e baseado na Sua Palavra – a Bíblia Sagrada.



(Pastor M. Moutinho /Outubro 1981)

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