sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Esquecer o que deve lembrar-se


Esquecer o que deve lembrar-se



A nossa memória faz parte das coisas prodigiosas que o Criador nos dotou.

Mediante ela recordamos o passado e os compromissos tomados, bons ou maus.

Verificamos porém, que nem sempre usamos sabiamente a memória, esquecendo-nos de coisas importantes que deveríamos lembrar.

Apreciemos então três dessas coisas que olvidamos, mas que deveríamos lembrar seriamente.



1-Esquecemos que temos de morrer. As pessoas procedem como se vivessem para sempre.

Esquecem que a morte está ligada à vida, sendo ambas inseparáveis.

David vivia com a convicção que da vida à morte nos separa apenas um passo (I Samuel 20:3).

A maioria das pessoas é dominada por um sentimento de a morte ser algo que só acontece na velhice.

Contudo, a primeira sepultura aberta na terra não se destinou a um idosos, e sim a um jovem de nome Abel.

Declara a Escritura Sagrada que aos homens está ordenado morrer uma vez (Hebreus 9:27), por isso todos morreremos.

De resto, o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23).

Logo que o ser humano nasce, começa sua marcha para a morte.

Porém, a maioria das pessoas não deseja falar sobre o assunto. Sendo a morte a maior realidade da nossa existência, é lamentavelmente a mais descuidada.

A morte é, digamos, o porteiro que abre a porta da eternidade. Para a pessoa salva, convertida a Cristo, a mesma é a entrada para o porto da salvação; para o perdido, todavia, a morte é, espiritualmente falando, um terrível naufrágio.

A Bíblia exorta que, enquanto temos luz (ou vida), devemos crer na luz (João 12:36).

A maior tragédia não é morrer fisicamente, mas morrer nos nossos pecados (João 8:21).





2 – Esquecemos que temos de prestar contas a Deus. Lê-se na Bíblia: “…aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27).

A Terra onde nascemos e vivemos tem Dono.

O Senhor do Universo pede contas a todas as pessoas pelo tipo de vida que escolhem viver.

O Criador pede contas do que passou (Eclesiastes 3:15 / 11:9).

Somos livres para viver como queremos, contudo teremos de prestar contas disso.

Deus tem “determinado um dia em que com justiça há-de julgar o mundo” (Atos 17:31). Por isso Ele “anuncia agora a todos os homens, em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30) dos seus pecados.

A Palavra de Deus fala de juízo, tribunal, sentença e condenação eterna.

Anuncia também uma salvação completa e eterna que a criatura humana poderá receber mediante Jesus Cristo: “…Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9).

Jesus veio chamar os pecadores ao arrependimento e isso terá de acontecer antes da nossa morte.

Para satanás é agradável que não penses neste assunto, pois ele exerce sua maléfica actividade com o alvo de nos conduzir à perdição eterna reservada para aqueles que se esquecem de Deus e são desobedientes ao evangelho (Salmo 9:17 / II Tessalonicenses 1:8).



3 – Esquecemos que o Tempo é curto. “Este mundo são dois dias”, é uma expressão popular que deverá acordar-nos para essa realidade.

A vida “passa rapidamente e nós voamos” (Salmo 90:10) é o aviso da Palavra do Senhor.

A exortação divina dada ao rei Ezequias tem aplicação geral para todos nós: “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás” (Isaías 38:1).

Devemos munir-nos urgentemente do passaporte da salvação a fim de passarmos a fronteira da eternidade.

O crente não receia a morte, mas o pecado.

O perdido não teme o pecado, mas tem medo da morte.

Como o homem rico da parábola de Jesus, as pessoas só pensam em comer e vestir bem, e gozar muito.

De repente deixam esta vida e abrem os olhos nas trevas e no sofrimento, quando já não há oportunidade de receberem a salvação.

Na hora da morte não conta o que temos e sabemos, porém se somos salvos e perdoados pelo Senhor Jesus Cristo, o Salvador deste mundo.

Devemos prepara-nos a tempo antes de fazermos a maior viagem da nossa existência.

Amanhã não é o dia que devemos marcar para nos reconciliar com Deus, mas hoje e agora.

É pois urgente viver-se salvo para se morrer salvo, de modo a ser-se recebido por Cristo na Glória, no Céu!



(Pastor: M. Moutinho / Novembro 2002)

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