sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Ela veio...


Ela veio



Ela veio… É o que lemos no Evangelho segundo S. Marcos 5:24-34 acerca de determinada mulher, cujo nome ignoramos, possuidora de certos recursos, mas que presentemente nada tinha, pois tudo havia vendido para fazer face às despesas com médicos e remédios.

Uma doença de doze anos levou-lhe tudo, até a esperança, já que a medicina lhe tinha dado a última palavra. Não há cura.

Restava-lhe a morte que se avizinhava, lentamente, com o perder de sangue, pois dum fluxo que corria ininterruptamente.

Nessa altura difícil da sua vida ouviu falar de Jesus.

E como nos momentos críticos damos ouvidos a tudo o que nos dizem com o alvo de encontrar um remédio, ela escutou, sem perder uma palavra, os testemunhos de pessoas curadas pelo Nazareno ou por quem assistira a algum milagre.

Esse ouvir produziu fé e esperança de que seria sarada.

Precisava apenas ir ter com Ele.

Não tem dinheiro já, todavia o Médico divino não recebe nada pelos benefícios que concede.

Não tem pessoas amigas conhecidas de Cristo a modo de a intercederem por ela, mas ouviu dizer que Ele recebe qualquer indivíduo.

Tudo era movido no seu interior, até que ela viu a cura pela fé, e disse: “Se tão-somente tocar nos Seus vestidos, sararei”

E num momento, embora fraca, anémica, decide procurar o Senhor.

Encontrou-O logo, mas estava rodeado por uma grande multidão de curiosos, bem como de fiéis discípulos.

A fé dela era viva, por isso não desanima.

Não necessita que Ele ore em seu favor, que lhe toque ou dirija uma única palavra.

Precisa apenas tocar-lhe, e isso basta.

E vencendo todas as barreiras aproxima-se até tocar na vestimenta do eterno Filho de Deus, sentindo imediatamente secar a fonte do seu sangue.

E – “espectáculo a que gostaria ter assistido” – a mulher ajoelhada aos pés do divino Mestre, confessa diante de todos o milagre que acabar de experimentar. Aleluia!

Tudo isto aconteceu porque ela veio.

Não ficou apenas com vontade ou com a intenção de ir algum dia.

Não planeou somente: ela veio.

Por esse facto foi curada e salva, indo para sua casa falar a outros do poder de Cristo.

Isto não diz nada ao amigo que está lendo?

Não será que alguém que lê estas linhas esteja a fazendo planos para aceitar Jesus e seguir o Seu Evangelho?

Não estará o seu coração tocado pelo testemunho dum crente vizinho, companheiro e amigo, e não será até que alguém mesmo sem haver recebido um convite, já decidiu ir escutar a pregação do Evangelho?

Reconhece que lhe faz falta paz, alegria, esperança, libertação espiritual do medo, cura física, perdão e certeza da vida eterna, mas… anda não realizou esses desejos e planos.

Tanto sente a vontade de ir, como desanima e esquece-se!

Rogo-lhe agora que se ajoelhe diante de Jesus e confesse-lhe o seu pecado e as suas necessidades.

Procure uma Casa de Oração e assista ao próximo culto.

O filho pródigo da parábola dizia para si mesmo lá no campo aonde guardava os porcos: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai”.

Felizmente que não ficou por aí, antes lemos: “E levantando-se, foi para seu pai”.

Se alguma coisa ele pensou a respeito desta sua decisão foi que já há muito a devia ter tomado.

Milhares de pessoas, na eternidade lamentam não haverem levado a cabo os seus planos acerca de seguir o Senhor.

A vida passa velozmente, pelo que convém ir ter com Jesus depressa.

O adiar endurece o coração, tornando-o insensível à chamada divina.

Que em breve o amigo possa dizer:

“Eu fui a Jesus, e Ele salvou-me”



(Pastor M. Moutinho / Fevereiro 1973)

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